
A ironia é que os dois gols sofridos foram de pênaltis, ambos cobrados por Fumagalli, ex-meia do Sport. O tento alvirrubro também surgiu em penalidade, que foi convertida por Giovanni.
Nos últimos cinco jogos, o Timbu cometeu sete pênaltis e cinco deles resultaram em gols, contribuindo para que a equipe recifense tenha a pior defesa da competição. Também são cinco derrotas em sequência, sem qualquer tipo de reação.
Dez rodadas foram disputadas e, até o momento, o Náutico não venceu, permanecendo na lanterna. Coleciona oito derrotas e apenas dois pontos conquistados (está a 10 de sair da zona do rebaixamento). As trocas no comando técnico não contribuíram para mudar o panorama.
Além dessa péssima fase, o clube manda os jogos na distante Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Com a média de público baixa, é praticamente um campo neutro, onde os adversários se sentem à vontade.
Há um movimento para que o Náutico mude de casa. O estádio Grito da República, em Olinda, seria uma tentativa de fazer com que os rivais voltem a sentir a pressão de jogar como visitantes contra o Timbu.
Mas o principal fator para explicar a crise no campo é, aparentemente, a crise política. O histórico de salários atrasados, que serve para desmotivar qualquer profissional, é reflexo do bastidor conturbado.
Com todos esses ingredientes, o tradicional clube caminha a passos largos para retornar à Série C.
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